PM é suspeita de sequestrar, agredir e ameaçar mulher em cidade de MT

Foto:Divulgação
Do G1 MT

Uma policial militar de 24 anos, lotada em Vila Rica, a 1.276 km de Cuiabá, está sendo investigada por suspeita de ter sequestrado, ameaçado e agredido uma moradora da região, de 22 anos, com quem teria uma desavença pessoal. De acordo com a Polícia Civil, que investiga o caso, com a ajuda de uma segunda suspeita, de 23 anos, a PM teria obrigado a vítima a entrar em um carro e a agredido em uma área na BR-158, na saída da cidade.
Em depoimento à polícia, a PM afirmou ter se encontrado com a vítima para conversar, mas negou ter agredido a mulher. A segunda suspeita, segundo a Polícia Civil, confirmou as agressões e ameaças sofridas pela vítima, mas disse que apenas acompanhava a PM e que não participou diretamente das ações. No entanto, ela também é acusada pela vítima de auxiliar nas ameaças e agressões.

O caso teria ocorrido no dia 21 de junho e é investigado pela Polícia Civil da cidade. Segundo o delegado titular de Vila Rica, Gutemberg de Lucena Almeida, a policial militar teria abordado a vítima em uma avenida da cidade e a forçado a entrar em um veículo. Na sequência, ela teria ameaçado a vítima e a levado para uma área localizada a cerca de 4 km de Vila Rica, às margens da BR-158.
“A vítima relatou que, no local, recebeu alguns tapas na cabeça e no rosto e foi arrastada de joelhos. Inclusive, o exame de corpo de delito aponta para as lesões nos joelhos. Em determinado momento, a vítima conseguiu fugir e, depois que as suspeitas desistiram de tentar localizá-la, pegou uma carona, voltou para a cidade e procurou a delegacia”, disse.

Segundo a vítima, a PM estava de posse de uma arma de fogo e a polícia civil investiga se a policial possui alguma arma de uso pessoal que poderia ter sido utilizada contra a vítima. O motivo da desavença entre a PM e a vítima ainda não foi esclarecido pela polícia civil. “Parece que elas já haviam tido um desentendimento anteriormente, em relação a alguma abordagem feita pela PM e a policial estaria implicando com a vítima”, disse o delegado.

De acordo com o delegado, nenhuma das envolvidas no caso possui passagem pela polícia. A vítima, no entanto, já foi citada em boletins de ocorrências por participação em alguns incidentes, anteriormente. “Ela já foi apontada como suspeita de agressão a uma outra pessoa”, afirmou Gutemberg.
A vítima relatou que, no local, recebeu alguns tapas na cabeça e no rosto e foi arrastada de joelhos. Inclusive, o exame de corpo de delito aponta para as lesões nos joelhos"
Delegado Gutemberg Lucena de Almeida, que investiga o caso
O inquérito que apura a prática de sequestro e cárcere privado, lesão corporal e ameaça deve ser encerrado dentro de 30 dias e encaminhado para a Justiça.

Sindicância

Segundo o comandante da 10º região, tenente-coronel Joel Outo Matos, a policial, que é lotada na 1ª Companhia do 23º Batalhão daquela cidade, não estava de serviço e, por isso, o crime supostamente cometido por ela não tem caráter militar, sendo apurado criminalmente pela Polícia Civil. Ainda assim, uma sindicância foi aberta para apurar questões disciplinares e a policial foi afastada das ruas, atuando apenas administrativamente até as investigações serem concluídas.
“Se a sindicância apontar o envolvimento dela, mesmo tendo ocorrido durante o dia de folga, pode resultar em repreensão, prisão ou até mesmo exclusão dos quadros da PM. Porque, mesmo estando de folga, ela deve seguir uma determinada conduta”, disse.
A policial está na corporação há menos de dois anos e, segundo o comandante regional, não tem histórico de desvio de comportamento ou indisciplina. A sindicância deve ser concluída dentro de 20 dias, de acordo com o tenente.
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