Empresário denuncia calote de R$ 250.000 de empreiteira e tranca entrada de obra

Um empresário do setor de locações e transportes interditou a entrada da obra de construção da subestação de energia SE Paranatinga TP Norte, da Matrinchã Transmissora de Energia S/A., no Município de Paranatinga (373 km ao Norte de Cuiabá).

Ilaerte Nicoletti de Souza, proprietário da empresa D. Marcus Transporte e Locações, colocou suas retroescavadeiras, mini-carregadeiras e caminhões na entrada da obra, para impedir a passagem no local.

Ele disse que alugou maquinários e caminhões para a realização das obras. Porém, afirmou que o consórcio Engetuc, responsável pela construção, não realizou o pagamento.

Conforme Ilaerte, o consórcio deve nove meses de aluguéis dos maquinários, que corresponde ao período de novembro de 2014 a agosto de 2015. As dívidas acumuladas chegariam a cerca de R$ 250 mil.

“Coloquei os caminhões no portão, pois estão continuando a obra. Meu objetivo foi impedir que continuassem com a construção”, disse.

Ele informou que alguns de seus equipamentos ainda estão sendo quitados e, com a falta de pagamento por parte do consórcio, as dívidas se acumularam e estão se tornando cada vez maior, em razão dos juros.

“Eu estou falido, dependo desse pagamento para tocar a minha vida. Tenho compromissos e outras coisas para pagar. Vendi até a minha casa, por causa das dívidas”, afirmou.

O empresário disse que o Consórcio Engetuc pertence à empreiteira Engeglobal.

Ele explicou que, quando se iniciaram os atrasos, recebeu a justificativa de que não havia repasse de dinheiro público para a obra.

“Eu trabalhei para a empresa e, durante os primeiros atrasos, disseram que era falta de repasse do Governo. Mas eu sei que eles já receberam o repasse e continuam sem pagar pelos servços”, disse.

Em novembro do ano passado, o Consórcio Engetuc teria solicitado que fossem retirados os maquinários da obra, pois eles não seriam mais necessários para a nova fase da construção da subestação de energia.

O empresário não retirou os equipamentos do local, pois alegou que não tem condições financeiras para realizar o transporte dos maquinários e os manterá na obra, como forma de protesto pelos salários atrasados.

“Além de mim, várias pessoas e empresas não receberam pela obra, eles não pagaram ninguém. Depois que pediram para a gente retirar nossos materiais, eles colocaram até segurança armada na portaria, para evitar transtornos”, disse.

Mesmo com as interdições realizadas na entrada do local, a obra continua sendo realizada. Os veículos de carga, porém, não estão conseguindo entrar na área da construção, contou Ilaerte.

"As obras continuam. A minha interdição está atrapalhando a entrada de veículos de carga, que estão tendo que descarregar materiais na rua, próximo ao local, para que as cargas sejam levadas para a obra", comentou.

O empresário contou que não consegue entrar em contato com a Engeglobal, pois os diretores da empresa nunca atendem suas ligações.

Em razão das dificuldades de contato, ele estipulou um prazo de 10 dias para manter a interdição da obra.

“Eu ligo na empresa e nunca me atendem. Então, eu dei a eles um prazo até quarta-feira [13] para que eu tenha algum posicionamento. Se não fizerem isso, manterei os maquinários. Ninguém mais entrará no local e eu pretendo quebrar as partes que já foram construídas na subestação”, declarou.

Outro lado

A reportagem tentou contato com o consórcio Engetuc e com a empreiteira Engeglobal, porém nenhum dos representantes das empresas deu retorno até a edição da matéria.

Fonte: Mídia News
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